Bracarenses na Taça do Mundo de Boccia, em Coimbra’25

Joana Pereira e José Abílio Gonçalves, acompanhados por Ana Catarina Francisco e Paulo Correia, participaram em mais um evento internacional, no seu percurso de luta por um lugar em Los Angeles’28.

Joana Pereira, na fase de grupos, enfrentou a coreana Ye Jin Choi, a sueca Maria Bjurstrom e a polaca Malgorzata Perlinska. A atleta de Este (S. Pedro), partia para este confronto como a terceira atleta com o ranking mundial mais elevado no grupo A, ranking 22, atrás da nº 2 mundial (Ye Jin Choi) e da sueca Maria Bjurstrom (nº 13), somente à frente da polaca Margorzata P., com o ranking 37.

Não se afigurava um início de prova fácil, e assim não foi, mas conseguiu o seu apuramento para os 1/4 de final. No grupo, foi derrotada pela nº 2 mundial, atleta que já foi campeã paralímpica, a coreana Ye Jin Choi, por 0-5, o que denota luta próxima nos 4 parciais, três perdidos por 0-1 e um por 0-2. Com a sueca Maria Bjurstrom, o jogo decisivo do grupo, Joana Pereira venceu por um apertado 3-2, e no jogo final venceu a atleta polaca por 7-1, passando em 2º lugar do grupo, para os 1/4 de final.

Nos 1/4 de final defrontou a vencedora do Grupo C, a britânica Sally Kidson (nº 8 mundial), a qual tinha vencido a turca Rabia Boyraz (nº 48 mundial), a portuguesa Ana Costa (nº 28 mundial) e a polaca Edyta Owczarz (nº 18 mundial). Joana Pereira venceu a britânica por 5-1, atleta com um ranking muito superior ao seu, e avançou para as 1/2 finais onde defrontou a atleta de Singapura Sze Ning Toh (nº 27 mundial), com a qual perdeu por 2-5. Na luta pela medalha de bronze, voltou a defrontar a atleta coreana Ye Jin Choi, tendo voltado a ser derrotada, desta feita por 0-6, arrecadando, deste modo, a 4ª posição final da prova.

Joana Pereira continua a acumular a experiência necessária para evoluir mais e para passar a lutar por lugares mais elevados. Prova positiva ao atingir a fase final da prova e lutar pelas medalhas, revelando grande margem de progresso após o conhecimento das necessidades competitivas que terá de superar.

Na prova individual masculina da classe BC3, José Abílio Gonçalves partiu como o atleta com maior ranking mundial (nº 2) em competição. No seu grupo de qualificação defrontou o coreano Jong Ho Kwon (nº 23 mundial), o turco Okan Cihan (nº 53 mundial) e o italiano Mirco Garavaglia (nº 28 mundial). O arsenalista venceu o atleta turco (11-1) e o atleta italiano (7-0), e perdeu com o atleta coreano (1-3), mas tendo passou na primeira posição do grupo, rumo aos 1/4 de final.

Nos 1/4 de final, José Abílio Gonçalves, defrontou o seu colega de seleção Diogo Castro, com o qual perdeu por 4-5, depois de ter estado a vencer a partida por 4-0. Um jogo menos conseguido do campeão europeu, que se defrontava com debilidades físicas, já na fase de grupos, o que o levou a quedar-se pela 5ª posição final na prova.

Em Pares BC3, Joana Pereira e José Abílio Gonçalves, em representação de Portugal (nº 11 mundial) posicionaram-se no Grupo B, juntamente com a Grécia (nº 6 mundial), França (nº 10 mundial) e Turquia (nº 16 mundial). Portugal venceu a França e a Grécia, ambas por 5-1, e a Turquia (3-3), após desempate.

Portugal realiza uma boa fase de grupos, passando em primeiro lugar para as meias finais, onde foi defrontar a Coreia do Sul (nº 4 mundial), com a qual perdeu por 2-4, mas denotando capacidade de luta perante um adversário superior, considerando a diferença de ranking em campo. Na luta pela medalha de bronze, Portugal defrontou, novamente, a Grécia, que tinha vencido na fase de grupos, mas desta feita perdeu, por 2-3, ficando assim com a 4ª posição final.

Uma boa prova do par português, um par que ainda se está a construir perante os novos desafios internacionais, e que já tem dado provas do seu potencial.